

“Eu sou como um vidro. Fraca e sensível”. Eu tento ser forte, às vezes até chego a acreditar nisso, mas cheguei à conclusão que a minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca. Essa imagem da garota forte, não é assim. “Aparência, oh aparência, porque enganastes tanta gente?”. Ninguém vai me entender completamente, não consigo expor minhas dificuldades e por tanto aparecendo ser forte e amarga. Ser forte, ou pelo menos aparentar é desgastante. Você sabe como isso me destrói por dentro? Diz-me, quem nunca se trancou no banheiro, e chorou baixinho para ninguém escutar? Se colocar no meu lugar não é tão fácil assim. Precisar de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas, isso já virou rotina. E sim, sou como um vidro, que se houver muita pressão ira ficar em pedacinhos. Frágil e sem sustento para seguir em frente. Eu estou com aquela vontade de me jogar do lugar mais fundo do oceano, e desapegar de todos os males que me perseguem. Decepções atrás de decepções. É como assistir um filme de drama, e é como se aquele filme fizesse parte de mim e fosse feito para mim. Não tenho esperanças nem confiança em mim mesma. Me exponho na frente do espelho, tentando repetir que sou forte e orgulhosa demais, que vou conseguir e não vou desistir, talvez tentando fazer uma cena de garota madura que vai esquecer todo o passado tortuoso. Mas no fundo do tal espelho algo quer me mostrar que eu sou fraca, algo quer me mostrar que sou comparada com o tal vidro que se despedaçou a anos e está faltando milhares de pedaços. É como se eu estivesse fazendo uma cena de morte, mas a minha realidade é a vida, é como se estivesse usando salto alto e fosse só uma criança de dois anos. Tento mudar a aparência, mas de repente no outro dia já não ligo para o que vou vestir, porque acho que já sou fraca , porque acho que não consigo resistir. Talvez falte algo em mim, ou talvez tem coisa demais dentro de mim. Eu só sei que falta muito pra ser forte e deixar de ser um simples vidro que se quebra ao receber tanta dor. 24₪setembro and (nadadeperfeita)




Amigos são aqueles que tocam a campainha e sai correndo deixando você pra traz .




Será que se você sentisse a dor que eu estou sentindo, passaria a se importar comigo?

Então, ela parou de acreditar em todos, alimentar falsas esperanças, e criar as tão famosas e destrutivas expectativas. Continua sofrendo é claro, irrelevante. Mas aprendeu a “driblar” a dor, o sofrimento, as tristezas, mágoas e tudo que não traz benefício a ela. Ela continua se lamentando, e continua triste; mas não deixará com que coisas tão insignificantes, a impessam de continuar, de ser feliz. […] Ela não é dessas que sai para baladas, “pega geral”, bebe, e faz essas coisas que atualmente são normais entre os jovens. Não, não. Pra ela esse tipo de coisa não é felicidade. Ela fica em casa, perto de quem ama, fazendo coisas que gosta, coisas simples e que mesmo assim a fazem feliz; vive seus romances e suas aventuras nas páginas de um livro, sai com os amigos para passear, rir e se divertir. Coisas tão simples, mas que a deixam tão satisfeita. Estar perto de quem ama, fazendo-os rir, e assim encontrando a sua felicidade, no brilho de cada sorriso que se abre. Enquanto jovens estão por aí destruindo suas vidas, ela está em casa, tranquila, sendo uma boa filha, uma boa amiga, uma boa pessoa. Que apesar das tristezas, e frustrações da vida, está sempre sorrindo, ajudando a quem ama, estendendo a mão à quem precisa e não deixando que nada a abale. E apesar dos apesares, é feliz. Ou ao menos tenta ser. Mas não desanima, e está quase lá. — (nostalgia-de-si)